Analisarei hoje a parte V e VI de Twin Peaks, que saíram no Netflix nos dias 05/06 e 12/06 respectivamente. Resolvi juntar ambos os episódios em uma única resenha pois, diferente dos anteriores, dessa vez não foram tão herméticos e enigmáticos.
Continuamos acompanhando a trajetória de Dougie, ou melhor, Cooper que retornou no lugar de Dougie, mas que ainda não despertou, diferentemente do que achei que aconteceria ao final do episódio IV. Dessa vez vemos um dia-a-dia no trabalho durante o episódio V. As cenas do Cooper estão se tornando arrastadas e muito angustiantes, pois ele age como um bebê, e clamamos pela sua volta. No episódio VI isso continua, mas há uma situação em especial que intriga: Seguindo pontos luminosos, Cooper desenha nos papéis de seu emprego algo que não compreendemos, que mais parecem desenhos infantis, mas que, ao ser compreendido pelo seu chefe, nos mostra ser um enigma de algo não explicado.
Ao que parece, Cooper é auxiliado por alguma "força", como na vez em que ganhou todo aquele dinheiro no cassino. Essa "força" parece também conduzir o andamento da série, em seus diversos planos.
Há um momento onde um garoto é atropelado e morre que podemos ver a mesma "força" vista por Cooper no cassino, que parece uma chama, se elevando até sumir nos céus. Falaremos mais dessa cena em breve.
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| Novo personagem |
Sem dúvida alguma, esse foi o episódio mais com cara de Twin Peaks até então. Deixando a parte surrealista um pouco de lado e se aprofundando mais na vida das pessoas, é interessante ver a interação dos novos e dos personagens já conhecidos.
Somos apresentados primeiramente a um casal usuário de cocaína, que pedem dinheiro emprestado à Dona; a cena deles no carro, curtindo a trip é muito bonita (primeira imagem dessa postagem).
Temos muitos personagens novos e muitas informações nesses seis primeiros episódios, mas ainda não conseguimos conectá-las, fazendo parecer que são séries diferentes. Os episódios até agora foram satisfatórios, mas está na hora de começar a fazer sentido.
Somos apresentados também a um personagem que aparenta ser um bad-boy. Na sua primeira cena, no bar, ele tenta agarrar uma garota, em uma situação bem tensa. Ele está envolvido com tráficos de drogas, e acaba sendo comandando por um misterioso homem, que faz mágicas com uma moeda.
Moeda essa que foi crucial para que o policial Hawk, em outro plano, encontrasse alguns papéis dentro da porta de um banheiro, fazendo refletir sobre essa "força" comentada anteriormente que conduz a trama.
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Com certeza a cena mais impactante foi o atropelamento de um garoto. Nesse evento começamos a perceber uma ligação entre os personagens, o que é o mais interessante em uma série onde a cidade é a personagem principal. O traficante que comentei, drogado e irritado com o encontro com seu chefe, corre com o carro desatento e se choca com a criança, numa cena é bem forte.
A série não poupa na violência e é bem gráfica, diferente das temporadas anteriores. Provavelmente tem a ver com a mudança logística, como também a maior aceitação do público por cenas assim, pois, lembrando, Twin Peaks é uma série que veio antes da explosão dos seriados que vemos hoje. Inclusive, há uma cena onde um anão assassina uma mulher extremamente cruel, e, pelo que parece, ele irá atrás de Dougie, provavelmente a mando das pessoas por trás do cassino.
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| Cena muito impactante |






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