Nesse domingo (18/06) foi exibido a parte VII de Twin Peaks: The Return, e lançado na Netflix um dia depois. Aqui faremos mais uma análise do episódio, que já posso garantir que foi um dos melhores dessa nova roupagem, com destaques aos policiais Gordon, Albert e mais precisamente Diane, como também aos personagens da cidade de Twin Peaks, além, claro, de Dougie.
Mais uma vez tivemos um episódio mais realista. Nas últimas duas partes tivemos uma abordagem mais pé no chão, e aqui o surrealismo quase não aparece, com exceção de uma cena. Por essas últimas amostras a série espanta um dos meus maiores medos: Cometer o erro de focar apenas no místico, como foi na segunda metade da 2ª temporada.
Começamos o episódio com a análise dos papéis encontrados por Hawk dentro da porta do banheiro. Aqueles documentos nada mais eram que cartas de Annie, com quem Dale Cooper teve um relacionamento. O mais intrigante é quando ela diz no escrito que "O bom Dale está no chalé", ou seja, aquele agente Cooper que saiu do chalé ao final da segunda temporada não era o verdadeiro. Com esse gancho temos a situação envolvendo Diane.
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| O reencontro de Diane e Cooper? |
Albert e Gordon investigam a situação de Sr. C, que está preso. O agente Gordon percebe a diferença entre as digitais de ambos, sendo elas inversas. A única explicação lógica para isso seria a de que aquele não é o agente Cooper (e não é mesmo), porém fica a dúvida, pois Sr. C têm as lembranças de Cooper. Diane o interroga, e por ser talvez a pessoa mais próxima de Agente Cooper, o condena como outra pessoa; nas suas palavras, não porque por causa do tempo, mas sim uma outra pessoa literalmente, apenas uma sombra do que já foi Cooper, mas agora é Sr. C.
Em outro plano acontece uma investigação de um corpo decapitado. As suspeitas eram de que o corpo fosse de Major Briggs (o que explica a cabeça flutuando em outra dimensão), mas a idade entre ele e o corpo não bate, abrindo um novo mistério.
As duas personas, Sr. C e Cooper (Dougie), continuam distantes.
Sr. C, como dito anteriormente, se viu confrontado por Diane na prisão onde se encontra instalado. De algum modo ele sabia algo sobre um dos chefes da prisão, e por isso conseguiu ter contato direto com ele. Com isso, por meio de chantagem, conseguiu sua fuga.
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| Liberdade vai cantar |
Por lado, Cooper como Dougie continua "adormecido". Ele prossegue com o seu trabalho e seus desenhos enigmáticos, e é interrompido pela polícia falando sobre o achado de seu carro, que sofreu um atentado no episódio V. O mais interessante foi na saída do trabalho quando, ao ser surpreendido pelo assassino de aluguel armado contratado para matá-lo, Dougie consegue impedi-lo e derrotá-lo em uma luta corporal, provavelmente retomando as memórias do agente Cooper, mas também sendo auxiliado pelo braço, como sempre foi. Cooper é conduzido e ajudado pelas entidades da White Lodge, o que nos indica que a batalha entre Cooper e Sr. C é também entre White e Black Lodge.
Tudo indica que teremos um embate entre ambos agora que Sr. C fugiu da prisão, e com certeza quer continuar existindo aqui na Terra. Tivemos um grande episódio, melhor da temporada depois das Partes I e II, e nos mostra o potencial da série de ter um mistério interessante aliado ao surrealismo de forma que um não estrague o outro.





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